O que aprendi sobre carreira e felicidade

Atualizado: Set 2

Nos últimos 5 anos trabalhei muito com times de inovação, utilizei muitas metodologias ágeis (design thinking, sprint, service), mas ao mesmo após cada job ou rodada, me questionava o quão empáticos somos conosco para enfim entendermos de fato as perspectivas do usuário, já que as inovações, principalmente nas ciências da saúde têm a premissa “centrado no paciente”, que sob meu olhar perante essas metodologias são nossos “clientes ou usuários”.



E ao me questionar, sobre sucesso, colaboração, empatia, empregabilidade e futuro, comecei a ler sobre neurociências e psicologia positiva em vários momentos, mas eu queria mais, sempre mais, estudar mais e não tinha tempo. Foi bem nesse período, que comecei a perceber um esgotamento físico e mental, quanto mais eu lia e fazia certificações acerca da temática, mais exausta e improdutiva eu ficava.


Não foi fácil, não foi rápido, e nem de uma hora para outra. Foi bem devagar, fui bem resistente em aceitar porque amo trabalhar, mas outro indicador me fez perceber que eu estava bem improdutiva e nada próspera, estava com pouca lucratividade além de exausta. Antes eu culpava a crise, hoje com olhar sistêmico percebo que foram as minhas escolhas que contribuíram para um cenário nada próspero em alguns momentos.

Este é um dos motivos que de uns tempos pra cá, divido com alunos e colegas em palestras, que foi quando comecei a olhar pra mim, é que comecei realmente a fazer uma gestão do tempo otimizada, e na prática comecei a priorizar o que realmente é importante ao organizar a agenda semanal com tarefas urgentes e circunstanciais na construção da tão desejada “felicidade autêntica” da literatura científica, equlíbrio entre vida pessoal e trabalho, e a tão sonhada qualidade de vida.

Em tempos onde o que se valoriza é a imagem, um líder não é só aquele a quem se admira ou projeta-se um caminho sobre “ser um sucesso”, em diversas áreas da vida. Mas, mais do que isso, os dias de hoje nos ensinam que a autenticidade é uma das habilidades mais buscadas nas lideranças eficazes.


De acordo com a literatura cientifica, na atualidade, os líderes mais produtivos são qualificados como “positivos” e focam para quatro grandes áreas em seus processos de gestão: o clima positivo, os relacionamentos positivos, a comunicação positiva e o significado positivo. E as ferramentas que trabalham o autoconhecimento e ajudam numa construção sólida do self são também são conhecidas como ferramentas de gestão, que ajudam as pessoas a inspirar desejos, motivos e os propósitos, seja coletivamente ou na esfera pessoal.


Para mudanças, gosto de recordar “as indagações” de Mário Quintana: a resposta certa, não importa nada: o essencial é que as perguntas estejam certas.


Com felicidade no coração, Vanessa Suzuki.

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